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MANIFESTO DE OCUPAÇÃO DA MANTENEDORA DA UNISANTOS

foto-11Nós, estudantes da Universidade Católica de Santos (Unisantos), no dia 27 de novembro de 2008, ocupamos pacificamente a Sociedade Visconde de São Leopoldo, mantenedora da instituição, em luta contra o aumento das mensalidades. Consideramos absolutamente arbitrária e injusta a maneira como a mantenedora conduziu a alteração dos preços, sem a aprovação no Conselho Universitário (CONSU), órgão deliberativo da universidade, composto por estudantes e professores. O ato da ocupação explicita nossa posição contrária aos aumentos.
Um documento intitulado “Estudo de preços para 2009″, aprovado pelo Conselho de Administração Econômico-Financeira (CAEFI) no dia 27 de outubro de 2008, afixado na Secretaria Geral do campus Dom Idílio, continha a tabela dos novos preços das mensalidades. Os novos valores contém aumentos que variam entre 6 e 14%, além de reajustar em três tipos diferentes as bolsas compensatórias.
Contudo, o que é chamado no documento de “Estudo”, é o valor já praticado pela instituição nas matrículas dos calouros que realizaram o primeiro vestibular neste semestre. Como exige a lei, as mensalidades devem ser iguais para todos os anos. Ou seja, as mensalidades praticadas no ato das matrículas serão as mesmas no caso dos rematriculados.

Frente a isso, na última terça-feira, foi protocolado um ofício, assinado pelo Centro dos Estudantes de Santos e Região, Centro Acadêmico Alexandre de Gusmão – Direito/Unisantos, Centro Acadêmico 15 de Maio – Serviço Social/Unisantos, Centro Acadêmico – Enfermagem/Unisantos, Diretório Acadêmico Michel Lieders – Arquitetura/Unisantos, exigindo:

1. o imediato congelamento das mensalidades
2. a abertura completa das planilhas de custo da universidade
3. suspensão dos aumentos já implementados aos calouros

Ainda na terça-feira, o ofício foi lido durante a reunião da reitoria. A Unisantos garantiu às entidades uma resposta às reivindicações até quinta-feira, prazo proposto no ofício. Quinta era também o dia do ato público contra o aumento das mensalidades, convocado pelas organizações estudantis. Cerca de 60 estudantes participaram, distribuindo panfletos e cantando palavras de ordem, enquanto aguardavam uma resposta da reitoria.

Esta resposta não foi dada. Durante o ato, pressionados pelo barulho da manifestação, o gerente executivo e a secretária da mantenedora receberam uma comissão de estudantes, que não avançou nas negociações, apenas comprometendo-se a apresentar à instituição a nossa pauta de reivindicações.

Em assembléia convocada durante o ato, às 21h30, os estudantes decidiram pela ocupação da mantenedora da universidade. Até divulgação deste manifesto, não obtivemos nenhuma resposta ou posicionamento da universidade. Permaneceremos em manifestação até que as pautas reivindicadas no ofício sejam cumpridas.

Há muito, gritamos contra as arbitrariedades silenciosas em nossa universidade, aprovadas a toque de caixa em órgãos colegiados sem paridade. Diversas demissões de professores e funcionários, cortes de verbas didático-pedagógicas, reestruturação administrativa e enxugamento dos custos não nos deixam dúvidas de que o aumento é completamente abusivo, servindo apenas aos anseios da mantenedora, e não da universidade.

Convocamos todos e todas estudantes, professores e funcionários da Universidade Católica de Santos; comunidade, sindicatos, grêmios estudantis, comitês de luta, imprensa e toda a sociedade a tomarem parte nesta luta em defesa da educação socialmente referenciada. A luta contra o aumento das mensalidades é uma luta de todos os oprimidos, pois se dá nos marcos da exploração desenfreada do capital. E é preciso freá-la de alguma maneira.

ASSINAM ESTE MANIFESTO:

CES
C.A. SERVIÇO SOCIAL
C.A. DIREITO
C.A. ENFERMAGEM
D.A. FAUS
D.A. FACECS
UEE-SP
COMISSÃO PRÓ-C.A. HISTÓRIA
MAR-DIREITO/UNISANTOS

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Primeiro pré-congresso

Ocorreu ontem o primeiro pré-congresso do Centro dos Estudantes de Santos e Região (CES). Foram pré-inscritos 32 estudantes universitários para o 3º Congresso, entre mais de 50 participantes. O eixo temático deste domingo foi a universidade. Quando, onde e por que ela surge? A quem serve a universidade? Hoje, estudamos em que tipo de espaço de ensino? Que tipo de universidade queremos? Como o CES se insere nesta luta?

HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE
A atividade começou com um ponta-pé do pessoal da gestão do CES, traçando o panorama histórico da universidade desde as primeiras experiências até a chegada ao Brasil. A partir daí, há duas experiências diferentes de espaço acadêmico no país: as universidades públicas e universidades privadas, cujas histórias dialogam, mas que possuem eixos de luta diferenciados. Por isso, dividimos o grupo de participantes em duas turmas de discussão.

UNIVERSIDADES PRIVADAS
O grupo de discussão (GD) sobre universidades particulares diagnosticou a situação local e nacionalmente. Apontou que a educação, um direito do povo, na maioria destas universidades é tratada como objeto eminentemente do lucro. Também entenderam que os estudantes encontram dificuldades para organizar o movimento estudantil, dada a repressão e a tendência despolitizante do currículo e da estrutura destas universidades.

Foram feitas críticas ao desprestígio feito à pesquisa e à extensão nas pagas, frente a um ensino mercantilizado voltado essencialmente para atender os interesses econômicos dos empresários da educação. A criminalização dos inadimplentes, que na maioria dos casos são impedidos de permanecer na universidade quando não conseguem pagar as mensalidades, também foi denunciada.

Na perspectiva administrativa, o grupo entendeu que as verbas da universidade são tratadas como de natureza empresarial, não permitindo à comunidade universitária participar da definição dos seus rumos. Também foi explicitado que não existe democracia nas instancias da universidade, os conselhos e órgãos colegiados não são paritários.

No campo da política governamental de inclusão, foi bastante discutido o Programa Universidade Para Todos (Prouni). Houve muitas polêmicas. Por um lado, entenderam o Prouni como um programa que viabiliza o acesso à universidade das camadas mais pobres – e que ele deve ser ampliado, já que é mais fácil o acesso do pobre à universidade privada do que o ingresso na universidade pública.

Por outro lado, estudantes trouxeram dados sobre estudos do ANDES (sindicato nacional dos professores) que apontam que o mesmo investimento executado para abrir vagas nas universidades privadas, poderia ser utilizado para gerar O DOBRO de vagas nas universidades públicas. Nesse sentido, entendendo também que de fato o vestibular é um funil que afasta estudantes de escolas públicas, é preciso defender a ampliação das vagas nas universidades públicas com RESERVA DE VAGAS e COTAS para garantir o acesso do povo explorado nestes espaços.

Houve consenso no entendimento de que, embora o Prouni viabilize o ingresso do estudante na universidade privada, não está previsto no projeto verbas para a assistência estudantil – o que em muitos casos inviabiliza a permanência dos estudantes na universidade.

Já quanto ao FIES , os estudantes entenderam consensualmente que é um modelo de financiamento estudantil que torna o estudante economicamente refém ao sair da universidade.

PROPOSTAS
Foi proposto concretamente a organização de lutas pela ampliação das verbas para pesquisa e extensão; Pela prestação de contas discriminada, garantindo aos estudantes o direito de definir os rumos dos investimentos nas universidades; Por uma maior regulamentação das universidades privadas, garantindo a função social das instituições, com o aumento dos projetos de pesquisa e extensão permanentes como condição para a renovação da concessão para as universidades privadas; Pela garantia do livre acesso e organização ao movimento estudantil nas universidades com a revogação dos termos regimentais que atendem a plena liberdade de organização; E a luta contra o aumento abusivo das mensalidades.

UNIVERSIDADES PÚBLICAS
Quase todas as públicas da Baixada Santista estavam presentes, faltando apenas estudantes da CEFET (federal de Cubatão).

Os estudantes que discutiram a universidade pública entenderam, por consenso, que toda expansão de vagas feita sem o aumento da verba (para estrutura, contratação de mais professores etc) deve ser combativa. E essa luta deve ser travada independente do governo que a está promovendo (federal ou estadual, do PT ou PSDB), porque não adianta termos universidade para todos se não a tivermos com qualidade, como é o caso do ensino médio da rede pública onde há vagas para todos, mas não há qualidade.

Na busca para definir uma universidade ideal, foi percebido que ela inevitavelmente esbarraria em limites impostos pelo modo de organização da sociedade atual (capitalista). Portanto, a luta estudantil deve estar diretamente ligada a luta dos trabalhadores e movimentos sociais que lutam para mudar toda a sociedade.

Poucas foram as divergências entre o grupo. A principal delas foi referente ao REUNI, projeto do governo federal de reformulação das universidades federais. Alguns acreditam que o número de dinheiro aumentou acompanhando o número de expansão de vagas, mas que se isso de fato não aconteceu, devemos sim lutar contra. Outros pediram pra todos entrarem no site www.planejamento.gov.br para comprovarem que a verba não aumentou. Consideram o REUNI uma verdadeira “Progressão continuada” do ensino superior, pois, além de expandir as vagas sem ampliar a verba, ele estipula metas de aumentar o número de estudantes por professor para 18/1 (o ensino médio do Estado de São Paulo é de 16/1); aumentar para 90% a taxa de conclusão dos estudantes (atualmente, 60%) sem prever assistência estudantil – que, aí sim, conseguiria diminuir a evasão.

Os estudantes ainda aprovaram por consenso a luta contra o que foi apelidado de “Faculdade do paredão”: Estrutura de curso implantada em algumas FATEC’s (no curso de “Análise de Sistema de Tecnologia da Informação” – ASTI) onde o aluno tem que passar por uma espécie de vestibular todo o ano, pois as vagas vão diminuindo.

OUTRAS PROPOSTAS:
-Que o CES incentive a criação de um fórum de 2 dias para discutir a universidade pública;
-Apoio às Reservas de Vagas em todas as faculdades que as possui e lutar para ter onde ainda não tem;
-Moção de Repúdio contra a Atlética da Unifesp que divulgou um boletim racista, machista e sexista;
-Moção de Repúdio contra o Centro de Paula Souza que não faz Reserva de Vagas.

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Gostaria de dizer em primeiro lugar que o POPS demonstrou um trabalho consolidado do ponto de vista acadêmico. Mas é necessário dar um salto político. É necessário abrir o C.A. para o debate de idéias e para a efetiva participação dos estudantes, o C.A tem que deixar de ser e uma agremiação política de um dos partidos para voltar a ser dos estudantes. Nesse sentido nos dirigimos ao POPS após as eleições, e esperamos que eles tenham maturidade para encaminhar esse processo.

Quanto a nossa votação temos que dizer que estamos surpresos e orgulhosos. Surpresos porque esperávamos que o sentimento de mudança que tomou os debates na universidade e a necessidade de resgatar o rumo histórico do movimento estudantil da Unisantos, seriam desta vez majoritários, isso não aconteceu. O que vimos foi uma grande votação de pessoas que aprenderam a se respeitar pela amizade, pela interação na faculdade e não por propostas mais densamente construídas pelos estudantes e para a universidade. Estamos profundamente orgulhosos dos 112 votos que tivemos por que sabemos que será com estes estudantes que contaremos para tocar a frente o nosso projeto de mudanças e disputar na unisantos e fora dela os rumos de uma outra universidade e sociedade. A estes o nosso fiel compromisso de ser coerentes com o nosso propósito e com a nossa luta, por democracia, autonomia e combatividade no mov estudantil, mas também por transformações reais na sociedade que invertam o quadro de tamanha injustiça, miséria e exploração que povoam nossa sociedade. Teremos grupos de estudos e estaremos vivos no próximo periodo, não recuaremos uma vígula do conteúdo que defedemos por conta dos votos a mais que poderemos ter, já que mais importante do que a ilusão de uma vitória superficial e eleitoreira é saber quantos acreditam verdadeiramente nessas idéias e querem contribuir para melhorar muito mais.

Agadecemos as manifestações de coragem, carinho e admiração que foram conquistadas com o fervor sincero de nossas propostas, por alunos e professores, e principalmente com o sentimento real de que os estudantes podem muito mais! Lutaremos até os últimos dias da nossa estada na universidade, e muitos de nós carregarão essa experiência nos longos anos de sua profissão, pois temos a absoluta certeza: OS NOSSOS MELHORES DIAS AINDA ESTÃO POR VIR!! OS  DIAS EM QUE OS ESTUDANTES VOLTARÃO A ESTAR NA DIANTEIRA DAS MUDANÇAS SOCIAIS, CONSTRUÍDAS A PARTIR DO INTENSO APRENDIZADO NA ESCOLA E NA UNIVERSIDADE  E PRINCIPALMENTE NO SEIO COMPLEXO E IMENSO DA MAIS AMPLA REALIDADE SOCIAL!

UM ABRAÇO A TODOS!

FLAVIANO C. CARDOSO
CHAPA MAR

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Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

             

 
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292 POPS
223 ÉTICA
162 ATITUDE
112 MAR
5 BRANCOS
7 NULOS

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As eleições tem que resultar em mov. estudantil!

Olá a todos!…

O Movimento Acadêmico avaliou como extremamente positivo o debate, em nossa opinião ficaram claras duas posições e um vício da política.

1º Posição: O movimento estudantil precisa amadurecer. Os estudantes tem uma responsabilidade intensa com a sociedade. O Centro Acadêmico tem que ser o catalizador da participação dos estudantes não só nas festas, passeios ou seminários, mas na participação ativa nos rumos da universidade e colaboração com as transformações sociais. Para isso precisamos de pesquisa e extensão. Pesquisa, para formular novos conhecimentos capazes de enriquecer a produção cientifica da humanidade. Extensão para que possamos nos relacionar ativamente com a sociedade, testando a validade e a legitimidade do nosso conhecimento. Dessa forma estaremos validando o que nós passamos a acreditar em nosso curso. Ter compromisso com o Direito é lutar pela garantia dos direitos fundamentais (individuais ou coletivos) que estão sendo a todo tempo desrespeitados.

2º Posição: Visitas ao judiciário, Seminários, parceria com a OAB, melhoria da biblioteca E TODO O BE-A-BÁ BÁSICO QUE QUALQUER CENTRO ACADÊMICO TEM QUE FAZER PARA EXISTIR!

O vicio é o dos ataques pessoais ( “Foi ao restaurante com o dinheiro dos estudantes”" não prestou contas direito”?!) – E as propostas quais são??? Serão eleitos só para fazer a disputa entre os partidos ou terão compromisso com o conjunto dos estudantes?

A Repercussão já sentida no debate deixa claro. O MOVIMENTO ESTUDANTIL DA CATÓLICA AMADURECEU! PRECISA MOSTRAR A SUA FORÇA! E ISSO SÓ VAI SER FEITO COM AUTONOMIA, DEMOCRACIA E MUITA LUTA!

ESTAMOS PREPARADOS PARA ASSUMIR ESSA TAREFA!

UM ABRAÇO E ATÉ A VITÓRIA!

Flaviano C. Cardoso
CHAPA MAR

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Chega de picuinhas! Os estudantes e a sociedade esperam mais de nós!

Nessas eleições não são quatro as opções que estão na roda, são duas! Os dois partidos que a anos se revezam no poder conseguiram transformar o movimento de uma das mais tradicionais universidades do país, em um grêmio coorporativo que está mais preocupado com a promoção pessoal de seus membros do que com um projeto coletivo de mudanças. São incapazes de coordenar a construção de um projeto próprio de universidade e há muito tempo estão isolados dos movimentos sociais, da OAB ou mesmo dos outros Centro Acadêmicos existentes em nossa região. As opções são: manter o que taí fortalecendo um movimento burocrático e de urnas, ou mudar pra valer: Elegendo a Chapa MAR – Oposição – POR UM MOVIMENTO ESTUDANTIL AUTÔNOMO, DEMOCRÁTICO E DE LUTAS!

É preciso reconstruir um movimento estudantil que pressione a universidade e a sociedade por mudanças! Temos que barrar a reestruturação que está em curso que pretende transformar a universidade em uma fabrica de diplomas padronizados para o mercado de trabalho. Acreditamos que o papel de uma universidade como a nossa é outro muito mais importante e profundo.

A universidade tem que que voltar a ser um espaço de produção de conhecimento, e essa ciência, tem que esta a serviço das reais transformações em nossa sociedade. Esse é o papel da pesquisa e da extensão universitária. Isso é tão importante que a nossa Constituição já consagrou os princípio da indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão como a base fundamental da educação superior.

O MAR – Movimento Acadêmico Renovador pretende que o movimento estudantil volte a pressionar e colaborar para que a universidade cumpra esse papel. Não temos o direito de esquecer que a maioria das conquitas democraticas do nosso país são fruto da luta e da organização de trabalhadores e estudantes. Os estudantes estiveram presentes na luta ” o Petroleo é Nosso” na década de 50. Foi com a nossa organização e mobilização e organização que, junto com os trabalhadores, conseguimos impor derrotas a ditadura e garantir a redemocratização do país. A nossa força foi capaz de levar dezenas de milhares a ocupar as ruas e praças públicas em todo país para derrubar um presidente corrupto.

E hoje como estamos? O Centro Acadêmico não escreveu um só jornal em para divulgar suas idéias e opiniões aos estudantes, nem mesmo um só debate foi realizado sobre os problemas da atualidade. A prioridade foram as escursões para o “Jô”, ou para “Altas Horas”, além de seminários estritamente acadêmicos sem qualquer relação social. Os estudantes não particípam do movimento estudantil, se quer uma reunião foi chamada para que os estudantes pudessem participar, tivemos que engolir um movimento estudantil de faz-de-contas, onde os que mandam decidem o que a nossa entidade deve fazer! Cadê a democracia?

Lutas importantes foram realizadas da faculdade! O MAR foi o único partido a organizar um protesto contra a suspensão arbitrária dos estudantes do quinto ano! Onde estávam os demais partidos e o Centro Acadêmico! Nós até procuramos mas não tivemos resposta! Qual a reclamação que foi feita pelo C.A. diante da decisão da universidade em não renovar os investimentos na compra de livros? Mandou um ofício! que foi engavetado, assim como são engavetados todos os dias os nossos direitos. Só não engavetarão uma coisa: a nossa vontade de mudar.

CHHEEEEGAA! Não mais em nosso nome! Agora temos uma alternativa real para a universidade! Com o compromisso de quem leva o movimento estudantil a sério, mas sem parder a alegria e a rebeldia típica da juventude! Participe desta mudança! Nos dia 27 de outubro Vote MAR!

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assembléia lotada

assembléia lotada

FOI UM ESTOURO! O mês de agosto, quando se comemora o dia do estudante foi marcado por fortes mobilizações em defesa dos direitos estudantis e pela educação de qualidade social!

Primeiro na Unilus, construiram-se uma rede de mobilizações contra a opressão da reitoria da universidade, que cercea a liberdade dos estudantes e professores, retirando a força estudantes inadiplentes de sala de aula (o que é proíbido por lei 9870/99), expulsando estudantes envolvidos nos trotes, sem apuração profunda dos fatos, em ritimo de crucificação (17 estudantes foram expulsos). A revolta mobilizou por duas vezes cerca de 200 estudantes da medicina da Unilus (antiga Faculdade de Ciencias Médicas de Santos).

Já na Unisantos, cerca de 300 estudantes da noite e 50 da manhã, protestaram contra a reestruturação do ensino na Unisantos, medida que reduz os salarios dos funcionários, inviabilizam a livre docencia e avançam no sentido de mercantilizar o nosso curso e desvalorizar os nossos professores… muitos já sairam, e outros estão prestes a deixar a faculdade por inviabilidade financeira… os que resistem ganham muito pouco e trabalham cada vez mais!

Foram realizadas duas manifestações grandes com marcha e ocupação do Campus D. Edílio, na semana passada. Durante o Protesto os estudantes presentem chagaram a deliberar a ocupação da reitoria o que só não se efetivou por conta da estrutura hermetica e dos fortes seguranças que a portegeram. Diante disso, como forma de pressão e protesto, ocupamos as dependencias do campus Don Edílio, com 30 estudantes, dos mais diversos anos da graduação e de alguns representantes de outros cursos.

Durante a ocupação, discutimos a realidade da nossa universidade, a importância do que estavamos construindo e as próximas e necessárias lutas que teremos que travar!

A nossa principal vitória, foi reconstruir um movimento estudantil combativo, formados por homens e mulheres dedicados a fazer a diferença… . hoje na universidade! Amanhã na sociedade como um todo!

VIVA A LUTA ESTUDANTIL!

Texto que pede “dissolução” do movimento serve de base para 8 ações contra sem-terra”Não há como dissolver o que não existe do ponto de vista legal”, diz advogado do movimento sobre o fato de o MST não ter um CNPJ EDUARDO SCOLESEDA SUCURSAL DE BRASÍLIA O Conselho Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul aprovou relatório que pede a “dissolução” do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e já serviu de base para oito ações judiciais contra sem-terra, que incluem proibição de marchas e autorização de despejos e deslocamento de acampamentos.

“Voto no sentido de designar uma equipe de promotores de Justiça para promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e a declaração de sua ilegalidade”, afirma o promotor Gilberto Thums, em relatório obtido pela Folha e aprovado por unanimidade pelo conselho no final de 2007.

Os promotores, além de mirar na intervenção de escolas ligadas ao movimento, buscam agora um mecanismo jurídico para apresentar à Justiça o pedido de dissolução do MST. As ações atuais têm o apoio também do governo gaúcho, segundo os sem-terra.”Nós conseguimos, com a ajuda da Polícia Militar, identificar todos [os militantes do MST]“, disse o promotor Thums, que completou: “Quem invadir, quem depredar, quem praticar atos de vandalismo e de sabotagem vai ser preso, pois já estará identificado como integrante desse movimento. Vamos mover processo criminal contra eles”.

Para o MST, trata-se da ofensiva jurídica mais dura de sua história. Como contra-ataque, o movimento promete denunciar a ação dos promotores em organismos internacionais, como ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (Organização dos Estados Americanos).Criado em 1984, o MST não existe juridicamente, portanto não é simples a tarefa de extingui-lo. Numa estratégia de blindagem, justamente contra ações como a do Ministério Público, não há um CNPJ para ser anulado nem presidente para ser preso ou processado.Para o MST, em termos de “repressão” à sua atuação, a iniciativa dos promotores só fica atrás do massacre de Eldorado do Carajás, quando, em abril de 1996, 19 sem-terra morreram em ação de desobstrução de rodovia pela PM paraense.”Não há como dissolver o que não existe do ponto de vista legal. Numa hipótese doida, o que eles [promotores] poderiam fazer é [pedir à Justiça] a decisão de proibir todos de se reunirem como MST. A única possibilidade seria essa”, disse Juvelino Stronzake, advogado do movimento.”Se retiramos o massacre de Eldorado do Carajás, esse é o fato mais marcante da história do movimento. É significativo por ser instância do Estado tentando limitar a organização popular. Só tivemos situações como essa, de proibir marchas, na ditadura”, completou.A idéia do Ministério Público do Rio Grande do Sul é chegar ao ponto de proibir qualquer órgão do Estado de negociar contratos e convênios, com o movimento. “Cabe ao Ministério Público agir agora. Quebrar a espinha dorsal do MST”, diz um dos trechos do relatório.

Cidadãos e cidadãs brasileiros, amigos no exterior e representantes de entidades da sociedade civil prestam solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras rurais do MST, que está sofrendo uma verdadeira ofensiva de forças conservadoras no Rio Grande do Sul.

Não só querem impedir a divisão da terra, como determina a Constituição, mas pretendem criminalizar os que lutam pela Reforma Agrária e impedir a continuidade do Movimento.

Para tanto, essas forças politicas que defendem poderosos interesses de grupos econômicos de empresas transnacionais, que estão se instalando no Estado para controlar a agricultura, e os latifundiários, estão representadas hoje no governo de Yeda Crusius (PSDB), na Brigada Militar, no setores do Poder Judiciário local e no poder do monopólio da mídia.

Nesta terça-feira, o MST-RS apresentou uma denúncia formal, junto a comissão de Direitos Humanos do Senado Federal que se deslocou até Porto alegre, especialmente para acompanhar a situação.

Nesse momento difícil e importante para a democracia brasileira, o MST pede aos nossos amigos e amigas que enviem cartas de protesto para a Governadora Yeda Crusius e ao procurador geral de Justiça, que é nomeado pela governadora e coordena o Ministério Publico Estadual.

Abaixo, mandamos o modelo de abaixo-assinado, mas fica aberto que todos os nossos companheiros e companheiras escrevam de “próprio punho”.

Pedimos também que enviem cópias para o setor de direitos humanos do MST (dhmst@uol.com.br)
e para setor de imprensa (imprensa@mst.org.br), que vamos organizar os nomes em um abaixo-assinado.

EM DEFESA DA DEMOCRACIA
EM DEFESA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
EM DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Ilustríssima Senhora Yeda Crusius
M.D.Governadora do Estado do Rio Grande do Sul
governadora@gg.rs.gov.br

C/Cópia Procurador Geral da Justiça Dr. Mauro Renner
pgj@mp.rs.gov.br

Nós abaixo-assinados, vimos à presença de Vossa Excelência manifestar nosso mais vêemente repúdio à iniciativa do Estado Maior da Brigada Militar do RS – PM 2, à iniciativa do Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, e à iniciativa do Ministério Público Federal, pelos motivos a seguir indicados.

No dia 20 de setembro de 2007 o então Subcomandante Geral da BM Cel. QOEM, Paulo Roberto Mendes Rodrigues, encaminhou o relatório n. 1124-100-PM2-2007 cuja elaboração havia sido por ele determinada, ao comandante geral da BM, onde emite parecer sugerindo sejam tomadas todas as medidas possíveis para impedir que as três colunas do MST que rumavam ao Município de Coqueiros do Sul, fossem impedidas de se encontrar.

No relatório houve uma investigação secreta sobre o MST, seus líderes, número de integrantes e atuação no RS. O relatório foi remetido ao Ministério Público do Estado do RS e ao Ministério Público Federal. O relatório da força militar do RS caracteriza o MST e a Via Campesina como movimentos que deixaram de realizar atos típicos de reivindicação social mas sim atos típicos e orquestrados de ações criminosas.

Na conclusão do relatório é condenada a “corrente que defende a idéia de que as ações praticadas pelos movimentos sociais não deveriam ser consideradas crimes, mas sim uma forma legítima de manifestação”. As investigações também foram dirigidas sobre a atuação de deputados estaduais, prefeitos, integrantes do INCRA e supostos estrangeiros.

Em função desta ação da Brigada Militar, o MPE ingressou com ACP impedindo as colunas do MST de entrarem nos quatro municípios da comarca de Carazinho no RS, e foram ingressadas com várias ações para retirar as crianças das famílias que marchavam.

As iniciativas da Brigada Militar não ocorriam no Brasil deste o término da ditadura militar brasileira e são atentatórias a Constituição Federal de 1988 que proibiu as policias militares de atuarem na investigação de infrações penais e de movimentos sociais ou partidos políticos.

O art. 144 da Constituição Federal estabelece que às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. A Brigada Militar invadiu a competência da Policial Civil e da Polícia Federal.

No dia 3/12/07 o Conselho Superior do Ministério Público aprovou o relatório elaborado pelo promotor Gilberto Thums (processo nº 16315-09-00/07-9), referente ao procedimento administrativo instaurado pela Portaria 01/2007. O grupo de investigadores tinha por objetivo fazer um levantamento das informações sobre o MST.

O relatório final do grupo de investigadores merece repulsa de toda a sociedade. Uma das decisões tomadas pelo Ministério Público foi no “ (…) sentido de designar uma equipe de Promotores de Justiça para promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e declaração de sua ilegalidade (…)”

Como não bastasse a tentativa de declarar o MST ilegal, o Ministério Público decidiu “(…) pela intervenção nas escolas do MST a fim de tomar todas as medidas que serão necessárias para a readequação à legalidade, tanto no aspecto pedagógico quanto na estrutura de influência externa do MST.”

A decisão do Ministério Público ofende o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, especialmente o artigo 22, nº 1. Este pacto foi reconhecido pelo Governo brasileiro através do Decreto nº 592, de 6 de julho de 1992.

A decisão também ofende a Constituição Federal. O artigo 5º, inciso XVII, diz que “é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar.” No dia 11 de março de 2008, o Ministério Público Federal denunciou oito supostos integrantes do MST por “integrarem agrupamentos que tinham por objetivo a mudança do Estado de Direito, a ordem vigente no Brasil, praticarem crimes por inconformismo político”, delitos capitulados na Lei de Segurança Nacional da finada ditadura brasileira, referindo na sua denúncia que os acampamentos do MST constituem “Estado paralelo” e que os atos contra a segurança nacional estariam sendo apoiados por organizações estrangeiras como a Via Campesina, as FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, além de estrangeiros que seriam responsáveis pelo treinamento militar.

As teses constantes na denúncia foram formuladas pelo proprietário da Fazenda Guerra, integrante da FARSUL em 2005, e ratificadas pelo Coronel da Brigada Militar Valdir Cerutti Reis, que participou da ditadura militar brasileira, tendo inclusive, atuado como infiltrado por dois anos no acampamento Natalino, sob o codinome de Toninho, onde tentava convencer acampados a abandonar o movimento e aceitar os lotes de terra oferecidos em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, pela ditadura militar.

A ação do MPF foi impetrada contrariamente as conclusões do inquérito penal da Polícia Federal que investigou o MST durante todo o ano de 2007, e concluiu inexistirem vínculos do movimento com as FARC, presença de estrangeiros realizando treinamento de guerrilha nos acampamentos e inexistir a pratica de crimes contra a segurança nacional.

O MST vem se notabilizando como um dos movimentos sociais mais importantes da nossa história, justamente pela sua opção de luta utilizando a não-violência. Portanto, receba nosso mais veemente repúdio pela decisão tomada no Conselho Superior do Ministério Público, pelo seu Estado Maior da Brigada Militar e pela decisão do Ministério Público Federal. Declaramos nosso apoio à luta do MST.

Sua assinaturadesenho expressando a criminalização do MST

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