O 1º de MAIO é uma data reservada para homenagear trabalhadores e trabalhadoras em todo país. Essa homenagem é construída todo ano de diversas formas. As Centrais Sindicais ligadas ao governo LULA, PT e os partidos da sua base aliada, por exemplo, que se esforçam em apresentar o 1º de maio como um dia de festa, um feriadão festivo que é comemorado com muita cerveja, cantores globais, e sorteio de carros e casas.
No ato que se realizará na PRAÇA DA SÉ, entretanto, a forma que se encontrou para homenagear aqueles que constroem toda riqueza do planeta foi organizando um grande ato para protestar contra a retirada de direitos e a destruição do serviço público ao poucos privatizado para beneficiar os interesses neoliberais. O 1º DE MAIO É DIA DE LUTA, até porque os trabalhadores no mundo e especialmente no Brasil de hoje não tem nada a comemorar.
A era Lula, não resta dúvidas, aprofundou a gestão neoliberal em nosso país, com algumas novidades. Para além dos neoliberais clássicos que atacavam frontalmente os movimentos sociais, rejeitando-os como base social do governo, na era Lula, estes foram acoplados a sua gestão, ou criminalizados. Dirigentes sindicais e populares com história e luta assumiram altos cargos no governo, não só para ficarem de bico calado diante das injustiças, mas para apasiguar os ânimos de toda a sua área de influência.
Dessa forma, projetos que as elites tentaram sem sucesso por anos implementar, foram implementados nos primeiros meses de governo LULA. A reforma da previdência no setor público, estabeleceu a taxação dos inativos e priorizou os fundos de previdência ligados a iniciativa privada em detrimento do patrimônio público previdenciário. Isso para não falar da política econômica que constrói uma profunda inversão social: O povo amarga altíssimas taxas de juros e os banqueiros “nunca na história desse país” lucraram tanto. Para manter a população mais carente calada, diante das trágicas conseqüências desse projeto, são distribuidas as migalhas do bolsa família, e como passáros beliscando farelo, o povo se distrai diante dos ataques do governo aos direitos sociais e ao serviço público. Este último sofre um sucateamento gradual, que além de ser desestruturado fisicamente , ver privatizada a lógica de seu papel, o que faz com que universidades, Instituições de Saúde e outros serviços essenciais percam a autonomia e se vincule aos interesses das grandes corporações.
Somos parte de um grupo de lutadores sociais que não se rendeu, e não se deixou vender aos interesses do governo e seus parceiros. Acreditamos que é necessário resistir, para defender os direitos que temos a conquistar outros novos. O 1º de Maio da Sé é um momento importante para manifestar toda indignação e afirmar que não deixaremos passar tais ataques.
CONTRUIRÃO O 1 DE MAIO NA SÉ: PASTORAIS SOCIAIS DA IGREJA CATÓLICA, MST, MTST, INTERSINDICAL, CONLUTAS, ANDES, FASUBRA, PSOL, PCB, PSTU, CONSULTA POPULAR dentre outras organizações nacionais e regionais.
DO ME DE SANTOS - CES- Centro dos Estudantes de Santos e o MAR – Movimento Acadêmico Renovador
Força na luta e coragem aos que acredítam que é possível e necessário mudar!
Saudações estudantis de luta
Flaviano C. Cardoso – Militante do MAR